domingo, 7 de setembro de 2014

Reflexo


Percorro o espaço no sopro do vento
Circulo na seiva das plantas
Desci num vácuo silencioso
Penso e ardo, com pena de mim.

Voei nas asas das pombas
Mansidão que se supera
Ébria de ventura do tempo
Atirei-me nos braços da vida

Ouvi a voz milenar das montanhas
Entendi almas imprecisas
Enfim todos somos irmãos
Ouçamos “lá traviata” a quatro mãos

VANY CAMPOS
(31/08/2014)